Hoje estive conversando com uma colega de trabalho a respeito da depressão, e resolvi postar algo aqui a este respeito.
Poucos sabem, mas estou em fase de recuperação desta doença.
A vida de todos nós é feita de altos e baixos e, muitas vezes, mais baixos que altos, e nestes momentos é que caímos. Muitas vezes nos reerguemos sem muito sacrifício, porém em outras, demoramos a nos recuperar.
Sempre fui uma pessoa melancólica, a tristeza era minha companheira e eu gostava e até hoje gosto muito dela, mas hoje a encaro de modo diferente. Nestes momentos de tristeza é que me sinto mais inspirada a escrever minhas poesias o que, de certa forma, sempre me ajudaram muito a entender a mim mesma e a desabafar...
Mas com o passar do tempo, fui desabituando de escrevê-las e as coisas se tornaram um pouco difíceis de se levar.
Quando comecei a namorar, caí na besteira que a maioria de nós, mulheres românticas, caimos, o de deixar de lado qualquer tipo de auto-realização em prol do relacionamento e meus únicos sonhos sempre englobavam meu namorado.
Acontece que nem sempre meu namorado sonhava a mesma coisa que eu, o que me frustrou por muito tempo e, juntando com as fases difíceis que ando enfrentando, mais a inha não-auto-realização, resultou em minha depressão.
Quero ressaltar que esta é a MINHA EXPERIÊNCIA e que CADA CASO É UM CASO.A ciência já desvendou alguns mistérios sobre esta doença, mas o que a desencadeia é diferente em cada pessoa.
No meu caso, pelo que pude refletir, foi isso!
Como eu disse, hoje estive conversando com uma colega, e o que falei a ela foi o seguinte: "na vida seguimos um caminho plano, quando coisas ruins acontecem, elas nos empurram, nos derrubam, nos forçam a cair, e é aí que a depressão entra. Mas, o que ajuda a nos reerguer é equilibrar estes acontecimentos com momentos felizes, de prazer, fazendo o que GOSTAMOS de fazer!".
E há muito tempo, eu havia jogado e deixado preso no esquecimento o que eu gostava de fazer e o que gostaria de fazer.
Trabalho há 04 anos em uma escola e, definitivamente, o cargo e a função que exerço, de maneira alguma é o que gosto de fazer! FAÇO PORQUE PRECISO E NÃO PORQUE GOSTO! E isso também contribue para muitas frustrações.
Bom... Já falei demais por hoje, e, pelo título, acho que já perceberam que vão have mais posts a este respeito!
Só mais isso: descobri, neste processo, que a FELICIDADE é repleta de pequenos-grandes fatores e um deles é (pode parecer auto-ajuda e repetitivo, mas é a verdade): não há como ser feliz sem o auto-conhecimento, sem o auto-descobrimento!
Think about this!
Beijos meus queridos e até amanhã com a parte 2 e outros posts... Boa noite!

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